Experiência do Túnel do Amor a partir do posicionamento natal de Lilith

Várias postagens anteriores abordaram variados aspectos sobre o arquétipo de Lilith e sua complexidade para a leitura astrológica. Neste texto, trago uma experiência empírica para ilustrar alguns desses posicionamentos e as relações que podem ser estabelecidas a partir dessa leitura.

Sabemos que o posicionamento da Lua Negra nos diferentes signos nos mostra a estratégia da mãe no mundo, a tonalidade, a nuance da mãe que é absorvida pela criança desde o seu nascimento até o final da primeira infância. Até os sete anos, portanto, a estratégia da mãe é também a da criança.

Lilith representa a memória genética das sensações intrauterinas, conectadas ao nosso cérebro reptiliano. Em outras palavras, é um talento em estado bruto, a energia criativa visceral e inconsciente que brota em momentos de prazer e medo.

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Reações viscerais e pulsões são expressões de Lilith. Photo by Andrei Lazarev on Unsplash

O Signo em que a Lua Negra está pode significar na Carta Natal:

  • Ponto de frustração;
  • Fator de inversão;
  • Canal de contato com outras dimensões;
  • Mecanismo de evasão ou recepção da energia vital;
  • Ponto de acumulação de energias não utilizadas;
  • Ponto de carisma.

É importante ainda perceber os aspectos nos quais Lilith está envolvida com os planetas. Por ser um ponto calculado a partir do Apogeu da Lua, ela não emite aspectos, apenas recebe a energia dos planetas que formam aspectos com ela.

Emoções e sensações

Se Lilith representa nossas emoções e sensações mais viscerais, mais incontroláveis, conectadas às nossas pulsões inconscientes, como ela poderia moldar uma experiência coletiva de descontrole e entrega?

Essa questão me surgiu logo após minha participação em um retiro destinado a trabalhar movimento e conexão na dança. Obviamente, por conta do caráter dessa experiência, que mesclou meditação, respiração, dança, expressão corporal e contato físico, os conteúdos representados por Lilith ficaram em evidência para mim. A partir da minha própria reação à atividade, fiquei curiosa para saber como outras pessoas, com posicionamentos diferentes do meu, reagiriam à mesma dinâmica.

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Confiança e acolhimento na dinâmica do Túnel do Amor

 

O quadro apresentado abaixo foi montado a partir de depoimentos colhidos – por escrito ou por áudio – entre os participantes de uma atividade desse tipo, realizada em fevereiro de 2018. O chamado “Túnel do Amor” é uma dinâmica comum em programas holísticos e/ou de cura realizados com diferentes finalidades. Consiste, basicamente, na experiência de atravessar – vendado ou de olhos fechados – um túnel humano, deixando-se guiar pelos demais participantes da dinâmica.

Na experiência em questão, nenhum dos participantes que deram seus depoimentos tinha conhecimento prévio de como a atividade seria realizada. Alguns deles atravessaram o túnel vendados, enquanto outros compuseram a massa humana que conduzia os demais. Depois da finalização dessa etapa, houve uma dança, e aqueles que estavam vendados assim continuaram até o final da música.

Interessante perceber que os signos de Lilith influenciam a forma com a experiência é sentida, porém também os aspectos que se formam entre os planetas e ela parecem atuar sobre a percepção da dinâmica.

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Qual a influência de Lilith sobre a percepção de nossas experiências sensoriais e emocionais? Photo by Jordon Conner on Unsplash.

 

Diferentes percepções da mesma (?) experiência

Posição de Lilith Descrição pessoal da experiência Análise astrológica
Touro 29°23’/ Casa I/ conj. ASC e Júpiter Alegria, paz, acolhimento, união, pertencimento ao grupo, conexão com a humanidade, sensibilidade, sensações boas de carinho e aconchego com o toque dos outros. Aspectos físicos, prazerosos e sensuais da experiência mostram a Lilith taurina em ação. Conforto por meio do toque, carinho e contato físico que remetem ao calor uterino e que são amplificados pela presença de Júpiter. Magnetismo e afabilidade que lhe fazem sentir-se parte do grupo, alcançando o ideal de unicidade com o todo. Nesse caso específico, o poder curativo da experiência reside, exatamente, em ser uma prova de abundância: de toques, de carinho, de contato, de sensações, de segurança.
Leão 16°48’ / Casa III/ sextil Plutão Estava muito tranquilo! Não estava vendado!!! Acredito que estava mais preocupado em fazer a energia fluir… Estava muitas vezes evitando que as pessoas parassem

 

Tentativa de controle da experiência pela Lilith leonina, para garantir a fluência do processo e condução do grupo conforme seu ponto de vista. Tentativa de manutenção da ordem prevista para a atividade e possibilidade de provar que poderia exercer o papel de cuidador com eficiência. Orgulho de sua condição tranquila e acolhedora, de alguém que compreende as pulsões coletivas (Plutão) e consegue administrar tais emoções.
Escorpião 0°42’/ Casa X/ sextil com Lua Senti como se tivesse morrido… Como se estivesse em um túnel de anjos me guiando para o céu e no final fui abraçado pelo universo em sua plenitude. Baita viagem… Mas foi isso que senti.

 

Sensação da morte como experiência de transcendência em um momento de contato físico é reveladora da Lilith escorpiana, cuja sombra maior é exatamente o medo da perda. Nascimento e sexualidade aparecem como experiências curativas, conectadas ao feminino e à aceitação da separação da mãe (universo), aspecto enfatizado pelo sextil com Lua. Sensação de nutrição plena pelo universo é transcendente em vários aspectos: físico, psicológico, espiritual, inclusive com a menção aos anjos e ao caminho ascendente rumo ao “céu”.
Sagitário 26°37’ / Casa X/ oposta a Marte Então, eu passei bem mal. Hahahaha.

Levaram a gente pra uma árvore e com os toques eu fui ficando apreensiva, uns eram acalentadores outros eram agressivos, fiquei meio tensa. Quando eu ouvi o grito, acho que rolou um desespero. Fiquei com muito medo.

Muito mesmo. Aí, na hora do túnel fui me sentindo confortada aos poucos.

No início tava bem tensa e com medo.

Depois fiquei mais tranquila, no final, chegando no abraço, desabei de chorar.

 

A inversão de valores proposta por Lilith em Sagitário pode promover tensão e apreensão na pessoa, ao contrário do otimismo e da alegria característicos de Sagitário. Tais sentimentos de ansiedade podem surgir, especialmente, em situações onde há falta de controle ou de conhecimento sobre o que vai ocorrer, como na atividade em questão. A oposição a Marte, neste caso, amplifica o medo e a percepção da agressividade, tanto em si mesma, quanto nos outros. O fato de alguém gritar provoca uma reação extrema de temor, pois a violência e o desconhecimento são pontos de vulnerabilidade, especialmente porque há uma identificação com o masculino a partir de um feminino poderoso que pode, em certos momentos, ser sentido como ameaçador, inclusive internamente.
Gêmeos 11°37’ / Casa V/ conj. Quíron (Apenas dançou vendado após a atividade, sem participar do Túnel)

A música mexeu muito comigo, me levando ao estado meditativo. As primeiras danças, senti um toque suave e cuidado, mas senti também um pouco de ansiedade. Depois veio um outro homem com uma energia de muita força, isso me aliviou porque permitiu eu contrabalançar com força tb. Não senti truculência, foi como um fluido denso. Isso foi libertador para minha energia. Logo após veio um toque muito, muito suave e sutil. A energia que eu estava fluiu para eu equalizar com essa nova. E foi tão sutil que eu senti a presença da pessoa mesmo sem o toque.

 

Ambivalência nas sensações a partir da variância dos parceiros durante a dança revela a característica geminiana desta Lilith. Demonstrou ansiedade com a instabilidade inicial nos toques e, especialmente, com o toque suave, algo que provavelmente é reflexo da baixa autoestima e da dificuldade de lidar com o amor presentes na Casa V. Depois, registrou maior conforto com o toque mais forte, mais parecido com o seu próprio toque, a fim de se preparar para a diversidade dos toques. Provavelmente, a suavidade dos toques ativou o seu medo de rejeição, por sentir-se diferente dos demais. É como se Quíron tivesse sido ativado ao final do processo por meio do toque masculino, que finalmente liberou a energia feminina represada internamente.
Áries 26°10’/ Casa IV/ conj. Quíron Eu senti que foi o meu nascimento, senti um tubo azul de energia em movimento espiral que vinha reto e encontrava depois o céu. Total ausência de medo, entrega, caminhar seguro e leve. E no final muita alegria. Nascimento não é assustador, pois a lembrança do útero pode ser ainda mais violenta. Nesse sentido, nascer ou iniciar o processo de individuação é algo positivo, vivenciado com coragem, leveza e alegria por uma Lilith ariana. A conexão com o universo, simbolizada pelo “tubo azul”, se dá por meio do estabelecimento de contato com os outros, pois sua individualidade se concretiza por meio dos demais. Extrema confiança em si mesma produzida pelo seu conhecimento dos outros, característica do posicionamento na Casa IV. Processo de cura interessante, pois superou a sombra do êxito, entregando-se ao grupo e sentindo-se digna do recebimento de seu amor e atenção.
Escorpião 13°53’/ Casa VIII/ quincuce Saturno e Quíron No início eu estava sentindo que estava indo muito rápido, como se eu tivesse sendo levada por várias mãos. Uma sensação de falta de controle, que eu estava sendo levada. De repente diminuiu a intensidade, fui caminhando devagar. Quando estava perto de chegar no final do túnel, fui sentindo uma angústia, não sei se era medo, era uma sensação ruim. E aí veio um abraço muito caloroso da fulana, senti que era a fulana que estava ali, e aí me reconfortou. Falta de controle sobre o processo e diversidade de toques gera angústia, medo, sensação de velocidade excessiva. O toque é percebido como ameaçador, como algo externo que paralisa e traz desconforto à Lilith escorpiana. O final do caminho parece ampliar a sensação de medo da perda e o questionamento de todo o processo. Entrega só é possível no momento em que se reconhece no outro, já conhecido, pois aí o medo da fusão emocional, envolvido no posicionamento de Casa VIII, pode ser administrado por Saturno. Somente aí sente calor e conforto, liberando o processo curativo de Quíron.
Gêmeos 17°46’/ Casa I/ conj. Quíron, oposição Urano, sextil Lua Êxtase, carinho e liberdade total. Sensação de pertencimento e unicidade. E o mais importante: presença, agora, sem passado nem futuro. Magnetismo e afabilidade permitem a troca carinhosa com o outro, algo presente na Casa I. Liberdade e, paradoxalmente, pertencimento são sentimentos ambivalentes da Lilith geminiana durante a atividade. Presença e entrega ao momento, com a consequente percepção clara e aceitação do próprio processo, de forma singular e original, podem ser dons obtidos por meio de Urano e de Quíron. Outro processo de cura bastante significativo, onde o medo da rejeição foi superado e houve a aceitação da energia do grupo.
Capricórnio 22°09’/ Casa X/ conj. Lua, sextil com Marte, Sol e Plutão Queria ter ido vendado (participou na formação do túnel). Achei meio estranho o primeiro momento, depois fiquei imaginando como seria. Quando começou o exercício, eu também me sentia dentro daquele túnel, como se eu fosse um filtro. É como um lava-jato, onde você entra com seu carro e ele vai sair limpo do outro lado. Era como se fosse um filtro de sonhos, em várias camadas, em que as pessoas iam se libertando ali dentro. Pra mim foi mágico, cada toque, cada pessoa, quando recebi um abraço me senti uma das partes do filtro. Pra mim foi algo bom, uma sensação boa, pois eu não esperava o abraço de alguém. Depois as pessoas iam passando e eu sentindo o toque, como as pessoas me tocavam. Tenho um lado muito sensorial, sinto muito as sensações dos outros, sempre consigo sentir as sensações das pessoas por meio do toque. Sentia as que estavam com angústia, as que estavam mais leves, mais calmas, mais plenas, aquelas que foram se libertando ao longo do túnel. Foi mágico, da mesma forma que acredito que foi para as pessoas que estavam dentro do túnel. A metáfora do “filtro” é interessante porque mostra a responsabilidade extrema atribuída ao papel desempenhado na dinâmica por essa Lilith capricorniana. Destaca também a capacidade de resistência do indivíduo, pois o filtro retira as impurezas dos outros, ajuda na limpeza deles, e continua ali, disponível para os demais. Eficiência, instinto de sobrevivência e autossuficiência de alguém que não reconhece o pai como uma autoridade confiável ou necessária. Contudo, o abraço inesperado trouxe a consciência de integração com o coletivo, a interação humana e sensorial, a troca de sensações, a possibilidade de desativar os papeis masculinos da conjunção de Marte, Sol e Plutão e liberar a energia feminina de Lilith. Era possível receber algo bom, não apenas cumprir com zelo uma tarefa designada. Além disso, o abraço revela o reconhecimento de suas potencialidades, de sua presença no grupo, auxiliando a afastar o medo do abandono. As sensações são poderosas ferramentas de avaliação dos estados coletivos e o mergulho na consciência coletiva é possível a partir delas. Essa é a mágica da percepção, ativada pelo sextil de Lilith com essa poderosa conjunção entre três planetas, um deles Plutão.
Leão 6°16’ / Casa IV, conj. IC /

Trígono Saturno

 

Eu senti, no início, que as mãos eram como se fossem desafios, coisas me impedindo de ir pra frente, eu fui ficando mais cansada, mas depois foi como se fossem anjos me empurrando pra frente, me ajudando a ir pra frente. No início me senti incomodada, mas depois se transformaram em coisas boas, experiências boas, me jogando pra frente, me ajudando a seguir. No final o abraço foi muito reconfortante, como se fosse de uma pessoa amiga, muito próxima. Individualidade extremada da Lilith leonina que percebe os demais como entraves ao seu caminho, “desafios”, algo que lhe impede o progresso. O medo da mudança se impõe, assim como o questionamento dos objetivos do processo. Porém, a necessidade de impor sua vontade sobre os demais parece ser superada pela coragem, curiosidade e pelo entusiasmo com que se entrega ao processo. Nesse ponto, os que eram percebidos como entraves, se tornam “anjos”, guias-espirituais, fontes de auxílio e força. Uma imagem um pouco exagerada, mas que revela bem a dramaticidade de Lilith nesse signo. E, ao final, o reconhecimento no abraço se traduz em conforto, mostrando que o trígono com Saturno influencia na percepção mais efetiva da experiência.
Aquário 19°43’ / Casa II/

Conj. Saturno e Lua, oposta Mercúrio

Para alguns o túnel representou o ventre materno, já para mim ele gerou a mãe que havia em mim. Mesmo ainda não sendo mãe, nas palavras de meus amigos, sempre ajo como uma. Desde a forma de falar até mesmo no próprio ato de cuidar. Fato que sempre me fez rir. Eu não me via assim até que o túnel me revelou que na minha sensibilidade existia uma mulher afetuosa e também muito acolhedora.

Mãe de muitos. Mãe de minha mãe. E por que não mãe de mim mesma? Visceral. Intensa. Materna. Não só útero, mas também de braços, peito, pernas e pés. Ancorando todos os filhos tomados pelo mundo para finalmente voltarem a si e a mim.

Eu estive lá no final do túnel acolhendo e cuidando de cada um que chegava às minhas mãos como se eles fossem há muito tempo aguardados por mim. E eles se entregavam numa versão solo, chão e raiz que nem eu conhecia de mim.

 

Sentimento e impulso maternal estimulados pelo desempenho do papel de acolhimento, algo exacerbado pela conjunção com a Lua e com Saturno. O exercício do papel de cuidadora e de mãe foi agradável e natural, pois já fazia parte de sua psique. Um cuidado que é direcionado ao grupo, para muitos, como naturalmente o faz Aquário, e que também se faz pelo ato de falar, indicando a clareza de Lilith sobre o Mercúrio canceriano, nutridor e cuidador. O mundo nos toma os filhos, mas em algum momento eles retornam em busca de uma “âncora”, e as mães continuam lá, por muito tempo, esperando por eles, com a qualidade inefável da eternidade, conforme dispõem Saturno aquariano e Urano capricorniano neste mapa. São as mães que entregam e recebem “solo, chão, raiz”, pois que ligadas visceralmente à Terra. Nada mais corriqueiro para uma Lilith de Casa II conectada com Saturno do que oferecer segurança e “raízes” aos que ela buscam. Porém, há aqui o risco da autossuficiência e da sombra pelo poder, pois seu maior medo é exatamente a impotência. Nesse sentido, nada é mais potente que a “grande mãe universal”.
Aquário 

10°26’ /

Casa X / trígono Mercúrio, oposição Vênus

Vendada. Me vesti de coragem. Liberta para apreciar todas as sensações e conexões, com meus instintos e sentidos. O aroma do ar. Estremeci. Brotei da terra. Meu coração pulsando na minha cabeça a cada respiração. Calor do sol e da chama que transcendia através de mim e se conectava com a chama presente no todo. Distingui sons, vozes, entonações, intensidade. Fui embalada pela Plenitude. Suei feliz, fui energizada pelo meu próprio fluído. Cresci, me agigantei, me senti/sinto que Eu Sou A Sacerdotisa do meu instante, do meu momento. Já. Agora. Todos são grandiosos. Tem poder em minhas mãos. Toquei e fui tocada por muitas mãos, fui tocada por muuuitas mãos poderosas e amorosas. Um par de mãos em especial, cujo corpo tem um cheiro único, indescritível e que sou capaz de reconhecer a quilômetros de distância, me cuidou, me acalmou, catalisou comigo e com o todo, minha cura. Aroma de compaixão, afinidade, empatia, me fez sentir acolhida em todo processo. Imersos no respeito, na sinceridade, sincronicidade, no desapego e no amor. Todo amor que nem sei quanto. Mãos que estiveram comigo o tempo todo, fortalecendo cada vínculo de quem me tocava. Fragilizei sem culpa. “Nega, tô aqui. Se sentir que vai cair, senta e deita”. Não suportei o peso do meu próprio corpo. Me rendi. Fui acolhida com mais amorosidade, nem imaginei que fosse possível mais e mais amorosidade. “Vai Nega, tô contigo, você consegue!” Chorei medo, chorei cada marca de tristeza! tatuada no meu corpo e espírito, cada soluço calado na marra, resistência, luta, negação e aceitação. “É agora!” Mais um par de mãos. As mãos que me faltaram na infância, mãos de mãe. Carinho, compreensão, ensinamento, consolo, segurança. Chorei o amparo, afeto, a expansão da amorosidade, amizade…Chorei gratidão. Chorei minha redenção. Mais um par de mãos…Mãos que sustentam, que fortalecem, que concretizam, mãos de quem sentiu e chorou meu renascimento. Mãos que compreendem até mesmo quando só existe o silêncio. “Isso, Nega”. “Vai Val, abre tuas asas e voa, meu amor!” Uma conexão através do terceiro olho, cotovelos nos meus ombros. Um abraço apertado, o aconchego de um lar chamado Universo. Eu Sou Pertencente. Eu Sou Corajosa. Eu Sou Plena. Eu Sou Dona de Mim. A percepção acurada das sensações, sentidos e instintos provocados pela atividade mostra a clareza que a oposição de Lilith a Vênus traz para a pessoa. A Lua Negra aquariana, consciente de seu distanciamento com a própria Lua/mãe ao lembrar da falta de acolhimento na infância, ressalta a dimensão de poder, crescimento e energia vivenciada por meio da conexão com os demais. O próprio relato, ao lapidar com esmero as palavras, confere maior poder e importância ao vivido, dando a dimensão da experiência mercuriana. Plenitude, sincronicidade, afeto, gratidão, aos participantes e ao universo fazem parte do elemento coletivo revelado por Aquário e pela Casa X. É interessante perceber o quanto as dimensões corporais/espirituais/psicológicas se combinam no relato para demonstrar o poder sentido/vivido/emanado pelo sujeito. Ao pedir ajuda e aceitar o acolhimento e o carinho do grupo e do outro, percebe-se claramente que Lilith se engrandece, se agiganta, cresce e se cura de suas dores.

 

 

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